sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

E tome de caixotes...

Rodei, rodei por aí mas acabei voltando neles. Meus caixotes queridos. Confesso que a galera do mercado e do horti-fruti aqui perto quando eu entro chegam a respirar fundo. E um sussurra pro outro "lá vem a moça dos caixotes...". Brincadeiras ainda não cheguei nesse ponto (tá quase). 

Bandeja super estilosa em comemorações informais.

Pátina provençal e escrita elegante + flores = charme puro.

Quartos da molecada, com direito à cor, letras bacanas e muitos badulaques. Uma dilícia! 

Prateleiras para colocar verduras. Com direito ao porquinho adesivado. Foférrimo! 

Estante de suculentas na varanda. O que um pé palito não faz, né?


Arranjo com pés antigos. Amei! Esse é novidade!

Básicona parede como nichos e no chão como revisteiro. Nunca cansam. 

Arrumação no canto de jardinagem, bem original.


Estante ou expositor. Muito bom! Melhor ainda sendo todos os caixotes na mesma cor.

Podem dizer, são ou não bacaninhas?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

22 boas idéias...

Sou completamente elouquecidas por dicas do tempo da vovó. Me lembra das histórias que minha avó contava de uma época em que tudo era feito em casa e todos os problemas domésticos eram resolvidos com dicas caseiras e criatividade. Acho simplesmente o máximo quando alguém me trás uma solução da forma mais simples possível.  E quando somos nós que iventamos o "feito" então.....eu me sinto uma verdadeira "Mc Gayver" do lar. Claro que niguém precisa brincar de sobrevivência na selva dentro de casa. Mas, nunca podemos descartar novas possibilidades. Acredito que muitos também devem ter recebido essas dicas por e-mail assim como eu. Mas, achei tudo tão bacana que resolvi colar por aqui.

Descasque os morangos usando um canudo.

Esfregue uma noz em seus móveis e disfarce arranhões.

Faça uma revisão em seu armário.
Coloque as roupas de cama dentro das fronhas.

Aumente o volume, colocando seu iPhone ou iPod em uma tigela.
A forma côncava amplifica a música.

Reutilize a embalagem de lenços umedecidos
para armazenar os sacos plásticos.

Adicione esse item à sua bolsa de praia.
O talco limpa a areia de sua pele facilmente.

Fixe uma tira de velcro na parede para
armazenar brinquedos macios.

Coloque dois fios de arame no teto (ou no armário)
para armazenar papéis de presente.

Para encontrar pequenos itens perdidos, como brincos,
coloque um pano sobre a mangueira do aspirador.

Crie uma transportadora de bolinhos fazendo cruzes
numa tampa de caixa de papelão.

Veja como dobrar perfeitamente um lençol de elástico.

Quer perder seus badulaques de banheiro? Então use fitas magnéticas
atrás da porta para armazenar grampos, pinos, pinças e outros.

Use as toucas de banho dos hotéis para guardar seus
sapatos usados em viagens.

Uma forma de bolinhos e copos plásticos resistentes pode
transformar-se num ótimo porta-trecos.

Use as bread tags para fazer rótulos para os cabos.

Asse bolos diretamente nas casquinhas de sorvete, assim será
muito mais divertido e mais fácil para as crianças comerem.

Suas pipocas de microondas em um simples saco de papel.
 Muito mais saudável e mais barato.

Instale uma vareta para pendurar suas embalagens de limpeza.

Coloque sua forma de bolos de cabeça para baixo para fazer a massa de cookie.
Depois de prontos, você tem cookies para frutas ou sorvetes.

Congele Aloe Vera em bandejas de cubo de gelo
para aliviar queimaduras solares.

Crie um jardim vegetariano usando calhas fixadas em paredes.

Use caixas de ovos para separar e armazenar
seus enfeites de Natal.

E vocês, tem alguma boa dica pra compartilhar? Falem agora ou calem-se para sempre!
Vamos gente, participem!!!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Paredes ditam os estilos...








Ficou difícil escolher um pra chamar de seu, né? Mas, a maioria deles é bem fácil de executar. Com adesivo ou uma pintura bem feita resolve. A vantagem é que se enjoar não precisa se extressar, é só reformar!
 Sem preguiça,viu!

Popu-LAR-carioca!

Demais as imagens da série “Popular Carioca” clicadas por Leandro Pagliaro. Tudo super familiar para os moradores da cidade maravilhosa.




Cenas que passam desapercebidas no nosso cotidiano não escapam aos olhares atentos do fotógrafo. Realmente bacanérrimo.

Apresentando: Marcio Kogan!

Aos interessados, curiosos ou amigos de profissão, vale à pena perder um tempinho (na verdade ganhar) e conhecer o trabalho de Marcio Kogan. O cara é fera!










"O arquiteto iniciou sua carreira apoiando-se, sobretudo, no universo arquitetônico de seu professor Aurelio Martinez Flores, cujo trabalho é marcado pelas caixas de alvenaria branca e massa raspada, pelo apuro no detalhamento minimalista e pelos espaços internos baseados em percursos e surpresas. Outra das muitas influências está no uso de generosas aberturas horizontais, que Flores eternizou no Instituto Moreira Salles em Poços de Caldas, MG.
Os primeiros projetos de Kogan a ganhar destaque, ainda no final da década de 1980, reverberavam tudo isso. Um exemplo é a Casa Goldfarb, no Jardim América, em São Paulo, parceria com Isay Weinfeld. Pouca coisa nesse projeto se diferencia das criações de Flores - talvez o volume livre em balanço e com textura diferenciada, e as aberturas circulares, que marcaram a obra de Kogan e Weinfeld por quase uma década. Essa mesma linguagem persistiu na trajetória de Kogan até parte dos anos 1990 - vejam-se a Casa Raw e a loja Larmod, com acesso semelhante ao utilizado por Flores na casa paulista de Zaragoza, 15 anos mais velha.
Há pouco mais de dez anos, sem abandonar as caixas, a obra de Kogan entrou em franca evolução. O primeiro passo foi trabalhar as texturas dos revestimentos que envelopam seus volumes. Assim surgem, por exemplo, as caixas de tijolos, como o Hotel Fasano, com Weinfeld, e a Casa de Tijolinho. Esse material também fazia parte do repertório de Flores, utilizado no projeto do restaurante Gero. Mas Kogan enriquece a palheta: caixas de chapas de aço, como a Casa Corten; de pedras, como a Casa do Quinta, em Bragança Paulista, SP, e a Casa Du Plessis, no condomínio Laranjeiras, em Paraty; ou de concreto (na loja Micasa Volume B, por exemplo). Para desespero dos críticos, o uso de materiais está perdendo o caráter puramente cenográfico. Tal como nos célebres exemplares da escola paulista, a recente casa em Paraty é inteiramente de concreto. Sem esquecer sua própria trajetória, Kogan tira partido da textura e do volume, com resultado interessante.
O segundo passo se relaciona à volumetria das caixas, que pouco a pouco ganham pureza geométrica, com leitura mais direta. Em lotes urbanos, por exemplo, Kogan passa a adotar o partido da sobreposição de blocos implantados transversalmente para acomodar os extensos programas. Isso ocorre, por exemplo, na Casa Panamá e na Casa das Mirindibas, ambas em São Paulo. E a residência em Paraty torna-se emblemática: as duas caixas estão isoladas e sua visualização é muito clara.
O terceiro ponto na evolução do trabalho de Kogan são as aberturas que se sofisticam, deixando os óculos para trás. Seguindo a linha de rasgos horizontais, Kogan pulou das aberturas à la Flores para as janelas corbusierianas em fita, que rompem os volumes com força, tal como no piso superior da Casa Pacaembu. A casa em Paraty, mais uma vez, entra como prova da maturidade: tal como na Casa Osler, em Brasília (que também tem a arquiteta Suzana Glogowski como coautora), as caixas na ilha fluminense perdem um dos fechamentos laterais - o que está voltado para o mar - e as aberturas transformam-se no vão do volume, o que intensifica a relação interior/exterior. Na caixa mais alta, a vedação dos dormitórios é feita com ripas irregulares de eucalipto, colocando em cena, mais uma vez, a habilidade do projetista com o uso dos materiais. Também semelhante à Osler, a espessura chanfrada busca a leveza.
Por fim, acrescente-se à trajetória da arquitetura de Kogan o caráter tectônico que, com vagar, os volumes vão ganhando, com estrutura mais clara e realista - que, de certa forma, também o aproxima dos colegas paulistas. Por isso parece irônico que, como conta Kogan, “nenhum profissional paulista consultado quis calcular a estrutura” da casa em Paraty, com balanço de oito metros em volume de 27 metros.
Claro que algo da lógica de Flores permanece: como na maior parte dos projetos de Kogan, em Paraty percursos e circulações recebem tratamento especial. Neste caso, o acesso é realizado pela praia. Depois disso, para adentrar o volume passa-se por uma passarela sobre um espelho d’água. O detalhamento preciso, seja nos caixilhos, seja no arranjo dos interiores, ganha a companhia de uma coleção de mobiliário moderno, com peças de George Nakashima, Luis Barragán, Lina Bo Bardi, Sergio Rodrigues, Joaquim Tenreiro e Zanine Caldas, entre outros.
Esse percurso do trabalho de Kogan pode ser creditado a quatro fatores. Em primeiro lugar, e mais importante, está a maturidade profissional. Em seguida vêm o constante mergulho na cena contemporânea internacional, o trabalho em equipe - com a participação efetiva de colaboradores na criação - e a demanda de clientes exigentes. Como a trajetória de Kogan continua em processo, há em sua prancheta projetos em que a caixa deixou de ser protagonista. O que vem por aí? Parece que são curvas..."